As férias de verão são um momento propício para reforçar o tempo em família, e os videojogos podem ocupar aí um lugar relevante, desde que escolhidos de forma consciente e acompanhados por regras claras. A Associação de Empresas Produtoras e Distribuidoras de Videojogos (AEPDV) destaca a importância de uma utilização equilibrada e segura e deixa cinco recomendações práticas para orientar esse processo.
Jogos adequados
Garantir que cada jogo corresponde à idade dos utilizadores é o primeiro passo. O sistema europeu PEGI indica a idade recomendada e os tipos de conteúdo presentes, ajudando-te a fazer escolhas informadas. A classificação refere-se aos conteúdos — não à dificuldade — e funciona como uma ferramenta essencial para pais e educadores.
Controlo parental
Consolas e plataformas disponibilizam opções de controlo parental que permitem ajustar a experiência de jogo às necessidades de cada criança. Podes definir limites de tempo, gerir interações online, restringir compras e ativar configurações de segurança. Combinadas com o PEGI, estas ferramentas tornam o ambiente digital mais seguro para toda a família.
Experiências colaborativas
Jogos cooperativos aproximam diferentes gerações através de objetivos comuns. Promovem comunicação, resolução de problemas e trabalho em equipa, criando momentos de diversão inclusiva e reforçando a ligação entre familiares.
Equilíbrio de hábitos
Mesmo em férias, importa manter rotinas saudáveis. Definir horários, fazer pausas e alternar videojogos com atividades ao ar livre, leitura, desporto ou convívio ajuda a garantir uma relação consciente com a tecnologia.
Diálogo sobre jogos
Conversar sobre o que se joga é uma forma eficaz de acompanhar o mundo digital dos mais novos. Mostrar interesse pelos títulos preferidos, desafios e interações online reforça a confiança, estimula o pensamento crítico e aproxima adultos e crianças.
Tiago Sousa, Diretor-Geral da AEPDV, sublinha que:
“Os videojogos podem desempenhar um papel muito positivo na vida das famílias quando utilizados de forma equilibrada e responsável”.
Para o responsável, mais do que controlar o tempo de jogo, importa acompanhar, dialogar e usar as ferramentas disponíveis para garantir uma experiência segura e enriquecedora.





